OSA - Orquestra Santo Antônio
A Orquestra Santo Antônio começou quando uma pessoa apaixonada por música clássica instrumental (Dona
Maria) cruzou o caminho com um músico (Josevaldo Nim) que deixou seu emprego formal para aprender
instrumentos clássicos e ensinar a jovens da comunidade Alto da Colina, em Conceição do Coité-BA. O primeiro recurso do projeto veio de uma feijoada realizada por um padre coiteense nos EUA, financiando a compra dos instrumentos que começaram a ser tocados em uma pequena capela de Santo Antônio no bairro Alto da Colina.
Hoje, quase 18 anos depois, aqueles jovens se tornaram professores graduados ou em graduação de música,
com experiências como diversas turnês pelo Brasil e intercâmbios internacionais na bagagem, sendo um projeto social de referência mundial. Uma Orquestra do interior. Paixão, amor, dedicação e responsabilidade.
Conceito
A identidade visual da Orquestra Santo Antônio une a erudição da música sinfônica à natureza de sua origem.
O conceito é construído a partir de elementos e texturas que narram essa trajetória.
A textura de terra rachada simboliza o solo onde o projeto nasce, transformando a aridez em palco e resiliência.
A textura de estrutura técnica, ganha formas que mimetizam a organização da orquestra, traduzindo o rigor e a coletividade da execução musical. Complementando essa linguagem, a textura da madeira remete ao calor dos instrumentos de corda e à matéria-prima viva que sustenta o som.
O resultado é um sistema visual que celebra o contraste entre o rústico e o refinado. Uma marca que honra o chão
de onde veio e a música que projeta, reafirmando a arte como uma força vital de transformação.
A linguagem visual é integrada através de elementos gráficos que celebram o diálogo cultural. As ilustrações mesclam os instrumentos clássicos da orquestra (como flautas, trompas e violoncelos), a instrumentos regionais, a (como sanfona, triângulo e zabumba).
Esses elementos se desdobram em patterns, que transformam as silhuetas dos instrumentos e gestos da regência em ritmos visuais. O resultado é um sistema flexível e proprietário, que honra o chão de onde a orquestra veio e a música universal que ela projeta, reafirmando a arte como uma ferramenta vital de transformação social.